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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Itaituba: Especialista em cenários epidemiológicos fala sobre uma possível nova onda da Covid-19 no município

Prof. Dr. Jefferson Nascimento alerta para o baixo quantitativo de vacinação que poderá afetar diretamente para uma nova onda de infecções e óbitos na região.

Prof. Dr. Jefferson Nascimento. Foto: Portal On News

Mesmo com os avanços na vacinação, existe um risco para uma nova onda da Covid-19 ainda neste final de 2021. É o que afirma o Prof. Dr. Jefferson Nascimento, que é Dr. em Sistemas Complexos - Física e pós-doutorado em Cenários Epidemiológicos. Professor da Universidade Federal do Amazonas e pertence ao grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Covid-19 da Universidade do Espírito Santo.

Em entrevista ao On News, Jefferson ressaltou que com a mudança de bandeiramento que ocorreu e, consequentemente a flexibilização a nível estadual e local das medidas de combate ao coronavírus, as pessoas retomaram a vida como se de fato a pandemia tivesse finalizado, quando isso não é verdade. “A pandemia não acabou! Seja a variante brasileira ou a Delta (Indiana), foram apenas dois dos exemplos que o vírus evolui, e vai continuar evoluindo. Estamos vivenciando na prática este fato. A grande maioria das mutações, especificamente no coronavírus, não farão diferença no impacto dele em termos de infecções e óbitos na população. Porém, uma minoria muito bem adaptada ao novo cenário que a população se encontra, vai se perpetuar em sociedade e este número subirá rapidamente podendo levar ao colapso da saúde pública na região do Tapajós”. Afirmou.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), a população vacinada com a 1ª dose em Itaituba, na faixa etária entre de 18-59 anos, em números oficiais, corresponde a 37,69% e com a 2ª dose, 14,52%. Já com a dose única, o percentual é de 5,56%.

Itaituba-Pará. Foto: Reprodução

O especialista ressalta, que esta população ainda com baixo quantitativo de vacinação poderá ter um impacto direto para uma nova onda de infecções e óbitos na região, somadas às pessoas que ainda não se vacinaram. De acordo com ele, existem medidas que pode ser tomadas para diminuir esse impacto. Entre elas estão:

Investigar qual a cepa está circulando em Itaituba ou cepas;

As medidas de combate à doença como distanciamento social, uso de máscaras, evitar aglomerações, utilização de álcool em gel, etc, devem continuar;

Qualquer sintoma, deve-se procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e seguir as recomendações médicas, perpassando pelo teste; 

Medidas mais fortes devem ser tomadas pelo poder público caso este aumento de casos continue a ocorrer;

Realizar testes em massa para detectar a presença do novo Coronavírus em toda a população;

Realizar a Imunização total da população por meio da vacinação em massa.

Jefferson ressaltou ainda, que este aumento de novas infecções que Itaituba está vivenciando no atual momento, é um reflexo da flexibilização das medidas de contenção à Covid-19. “Mesmo com a população vacinada (mas sem a barreira de contenção de no mínimo 70% imunizado de forma total) e, mesmo assim, quem já se vacinou pode ser infectado. 

Foto: Reprodução

Ciclo de contaminação

Como nenhuma vacina possui 100% de eficácia comprovada, o que somente por esse motivo, parte dos imunizados já são suscetíveis à infecção em um primeiro momento, com o passar do tempo, seja pela doença ou pela vacinação, o risco real de infecção ou reinfecção pode se tornar inevitável.

De acordo com o professor, em Itaituba, grandes eventos podem ter colaborado para uma contaminação em massa. “Como o número de imunizados não foi atingido, unindo a aleatoriedade em que o vírus está circulando e pode contaminar a pessoa x ou y, acertadamente ele vai encontrar em aglomerações um espaço propício para que isso ocorra de forma assertiva. Se hoje estamos com cerca de 30 pessoas por dia, sendo atestadas como positivas (o número real pode ser muito maior), para a presença ativa do Coronavírus, logo, temos um período de duas há três semanas que apontam que algo em especial ocorreu, e o vírus encontrou condições populacionais favoráveis pra se proliferar. 

Feira de Exposições. Foto: Portal On News

Jefferson explica que 80% das pessoas (vacinadas ou não) se adquirirem o coronavírus estarão assintomáticas e contaminando outras pessoas de forma silenciosa. “Teremos 20% que apresentarão sintomas e destes, até 5% poderão ir a óbito”.

As ações dos governos acerca da pandemia e a adoção ou não das medidas individuais e coletivas de prevenção da Covid-19 pela população também são fatores significativos no impulsionamento de novos surtos da doença. “A população precisa entender que este novo contexto social trazido pela presença do coronavírus alterou fundamentalmente o estilo de vida dos cidadãos e passou a exigir um conjunto de novos comportamentos, como o uso de máscaras, a adoção de protocolos de higiene, e a diminuição da vida social presencial. Se continuarmos a ignorar isso, pagaremos com a vida”. Finalizou.

Foto: Reprodução

On News

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